Enquanto aguarda pelos resultados dos festivais de Londres e do israelita Near Nazareth, “Cabo Espichel – Em Terras de Um Mundo Perdido” é já um dos mais premiados documentários produzidos em Portugal de sempre, distinguido com o Festival Best Directing no Silafest Festival, na Sérvia; o Main Award Documentary no Festival Internacional de Cinema, em Kalovi Vary, na República Checa; o Best Foreigner Documentary no Hollywood Independent Documentary Festival, nos E.U.A.; o Silver Palm no Festival Internacional de Cinema do México e a nomeação para o West Coast Festival da Bulgária. 

Há dois dias, quando soube do prémio que o Festival Internacional do México atribuiu ao documentário, decidi contactar o produtor Carlos Sargedas, para conversarmos sobre como tudo começou e como foi produzir um trabalho que lhe demorou três anos, envolvendo um budget bastante significativo, mesmo em produções europeias do género.
 
Como somos amigos há anos, tive a oportunidade de conhecer o projecto quando ainda esperava por apoios, acreditando que o poder local e o Ministério da Cultura lhe reconheceriam as características de um potencial promotor de Portugal, tanto a nível interno como internacional. Contudo, não foi o que aconteceu, mas nem isso serviu para travar o Carlos Sargedas. 
 
Com um orçamento final a rondar os 600 mil euros, “Cabo Espichel – Em Terras de Um Mundo Perdido” acabou por contar com a participação graciosa de amigos e com o financiamento dos custos, ainda assim demasiado altos, tirado pelo Carlos do próprio bolso. É preciso conhecê-lo, para compreender o que motivou este rotário de 56 anos, casado e pai de uma filha, que preside ao Arrábida FILM Commission e vive apaixonado por Sesimbra e pelo património histórico português, a avançar com o projecto. Para isso, o melhor mesmo é vê-lo e ouvi-lo. Mas não sem antes partilhar um pensamento:
 
O Ministério da Cultura tem uma oportunidade de distinguir ainda mais este trabalho. E com muita justiça. Se o fizer estará a distinguir o país, sobretudo na esfera internacional, promovendo a riqueza do nosso património cultural, ao nível da Cultura e em áreas como os Negócios Estrangeiros e o Turismo.  
 

Pode encontrar aqui o making of do documentário, que ainda aguarda por distribuição.

 
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