Desde 2002, com a “Nova Doutrina para a Economia Social do Século XXI”, prefaciado por João Carrilho, antigo Secretário Nacional da União das Misericórdias e Provedor da Misericórdia de Campo Maior, de quem sou amigo há pelo menos 20 anos, que defendo a ideia de um sector social ‘musculado’, que não receie concorrer às receitas disponíveis, em mercado aberto e em áreas do sector privado.
 
Porque o sector social tem a legitimidade para se abrir à sociedade civil, através de novos e melhores modelos de participação, e a necessidade e oportunidade de crescer, para complementar o Estado mais eficazmente, diminuindo o impacto que tem sobre os contribuintes e aumentando a capacidade e qualidade de resposta às crescentes solicitações de um país em que o salário médio dos cidadãos é metade do salário médio dos outros europeus. 
 
Não é de admirar, portanto, que me identifique com Dan Pallotta. Temos visões idênticas, a respeito dos problemas e desafios que se colocam ao sector social na actualidade.
 
Um dos aspectos que considero mais interessantes em “Charity Case”, é a oportunidade de ficarmos a conhecer melhor os pontos que têm em comum o sector social português e o norte-americano. Muito em particular no campo dos desafios, que é o das oportunidades. 
 
The sector must reject the role of victim. “… while simultaneously having the courage to spend money on the things we need to create real change…”
 
Outro aspecto que me parece muito interessante, é a forma inteligente e bem suportada como desmonta um conjunto de visões realmente ultrapassadas sobre a solidariedade. Só isso, penso que mais do que justifica a leitura.
 
Mas Dan Pallotta vai mais longe e desenvolve um autêntico manual sobre como criar um movimento para a promoção e defesa do sector social como um todo, com a missão de transformar a forma como é entendido pelo público e de dar às instituições a liberdade de que necessitam para resolver problemas sociais prementes. Porque, como escreve no livro, “o sector manteve-se em silêncio, indefeso e desorganizado”. 
 
We need a civil rights movement for charity – and this book is about how we start one”
 

Este vídeo, resume bem a visão do autor.
Trata-se de uma compilação da comunicação que apresentou na TED, em 2013.
 
Business Adventures
The End of Poverty