Luís Raposo é o primeiro português a candidatar-se à presidência europeia do Conselho Internacional de Museus (ICOM), desde que a organização internacional foi fundada, há 69 anos, e já conta com o apoio dos comités nacionais da Espanha, Croácia, Grécia, Irlanda, Itália, Noruega, Polónia e Rússia, além do apoio do comité português.

Como português e europeu, o orgulho que senti ao receber a informação a respeito desta candidatura ao ICOM, só igualou a alegria por se tratar de um amigo. Se ganhar, como espero que aconteça, Luís Raposo ficará à frente da maior estrutura internacional na área dos museus, com estatuto consultivo no âmbito das Nações Unidas, cuja rede abrange uns impressionantes 20 mil museus, 35 mil especialistas e 175 Comités. 

Arqueólogo e especialista em Pré-História Antiga, com uma vida dedicada ao ensino académico e aos museus, o antigo director do Museu Nacional de Arqueologia  é, aos 60 anos, um nome dos mais prestigiados na área da arqueologia, tanto em Portugal como no estrangeiro.

Isso, somado aos factos de já presidir à comissão portuguesa do Internacional Council of Museums (ICOM), integrar o Conselho Consultivo da Comissão Nacional Portuguesa da UNESCO e, por diversas vezes, ter representado o Ministério da Cultura em comissões de nomeação governamental, seria suficiente para justificar a sua candidatura ao ICOM Europa. Mas, em minha opinião, há mais argumentos que acabarão por pesar na balança, quando no dia 5 de Julho deste ano for a votos na Itália, em Milão.

A sua integridade, resiliência e coragem na defesa de causas de interesse público, como demonstrou quando, em 2009, decidiu opor-se à tutela e contrariou a ordem de transferência do MNA para a Fábrica da Cordoaria Nacional, então iniciando uma cruzada em nome do património nacional que acabaria por vencer, serão factores a ter em conta.

Foto: Pedro Cunha (Público) 

Lusitânia Romana no MNA
A Adoração dos Magos