Ao todo são 210 as peças, provenientes de 14 instituições portuguesas e cinco espanholas, que formam a exposição “Lusitânia Romana, origem de dois povos”, aberta ao público desde hoje, Dia Internacional dos Museus, no Museu Nacional de Arqueologia (MNA), pela qual já passaram o primeiro-ministro e o Presidente da República. 

Trata-se de uma exposição já distinguida com o prémio internacional “Génio Protector da Colonia Augusta Emerita”, que o Museu de Arte Romana, em Mérida, apresentou há um ano, mas que agora inclui algumas peças inéditas. É o caso do sarcófago em pedra, decorado com as estações do ano e o pisar da uva, datado do século III antes de Cristo.

Estabelecendo as mais diversas relações entre as peças, “Lusitânia Romana, origem de dois povos” traça uma história sem fronteiras sobre a Lusitânia na sua globalidade, tal como foi traçada no tempo do imperador Augusto, através da história da província mais ocidental do império, conquistada pelos romanos, em 218 antes de Cristo. Para apoiar os visitantes, a exposição conta com audioguias por infravermelhos, que apresentam textos em espanhol, português e inglês, fundindo os conteúdos científicos do catálogo com a leitura das peças – uma inovação desenvolvida por uma empresa com sede em Braga. 

Depois do MNA a exposição seguirá para o Museu Nacional Arqueológico de Madrid, onde estará patente ao público a partir de Julho.

 

A aventura de Carlos Sargedas
Luís Raposo é candidato ao ICOM